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Bondade que conecta!


Em período de pandemia e isolamento social, uma das coisas que mais pode unir pessoas é a bondade. Bondade conecta pessoas, fazendo pontes entre diferentes religiões, gêneros, raça, cultura, enfim, toda diversidade é aceita na bondade. E a melhor parte é que ela cultiva alegria, principalmente quando os atos bondosos acontecem mais frequentemente, e o benefício é mútuo, tanto aquele que recebe o ato quanto o que realizou, VIVENCIAM uma emoção positiva.


A neurociência estuda os benefícios de atos de bondade e temos estudos comprovando que eles são componentes chave até mesmo para uma vida mais saudável e longa.


COMO ENSINAR AOS FILHOS A IMPORTÂNCIA DE DIVIDIR:

Dividir não é uma tarefa simples, mas ao incentivar o seu filho a descobrir o sentido do compartilhar, você estará ensinando-o a respeitar o próximo e a viver em harmonia. Conceitos que serão levados para toda a vida. Ao incentivar o seu filho a descobrir o sentido do compartilhar, você estará ensinando-o a respeitar o próximo.


Compartilhar é algo difícil até para os adultos, imagine só para quem ainda está formando a personalidade. Lembre-se da sua infância: se você tem vários irmãos, quantas vezes não garfou o bife antes do outro? Ou se escondeu no quarto com aquele brinquedo especial para não ter que emprestar?


Faz parte do instinto de preservação querer guardar o que é seu. "Mas é também parte do processo normal de desenvolvimento infantil aprender a dividir. Isso implica empatia, habilidade de se colocar no lugar do outro", diz a psicoterapeuta familiar e de casal Claudia Bruscagin. A consciência da necessidade de compartilhar começa a surgir na criança somente após os 6 anos. "Mas antes disso ela pode ser condicionada a dividir, sem compreender a real importância desse ato", diz Claudia. Entenda como o pequeno lida com o compartilhar em cada idade e de que forma os pais podem ajudá-lo:


De 0 a 1 ano: O bebê explora os objetos e tenta entender que eles são diferentes, mas ainda não sabe se aquilo é seu. "O conceito de dividir já pode ser introduzido aos poucos. É bom mostrar que o outro também existe e tem necessidades. Ele percebe isso quando a mãe se ausenta para comer ou tomar banho e é importante preservar esses momentos de afastamento", diz a psicóloga Ana Lúcia da Costa Rafael.


De 2 a 4 anos: É a fase do é meu. A criança passa a ter consciência de que ela é um ser diferenciado dos outros e da própria mãe. Acha que tudo o que a rodeia é dela. Logo descobre o eu, por isso, nesse período é comum falar pega eu, isso é meu. Para a neuropsicóloga Ana Paula Cuoccolo Macchia, do ABC Aprendizagem Centro Interdisciplinar, é nessa fase que os pais cometem os principais erros. "Isso porque eles acham graça quando a criança liga o DVD, o som, a tevê, ou seja, objetos que não são dela, impedindo a criança de saber diferenciar o que lhe pertence ou não. É preciso mostrar que aquilo não é dela para que ela aprenda a respeitar o alheio", diz.


De 5 a 6 anos: Surge a necessidade de ter companheiros para jogar e começa o interesse por fazer parte de um grupo. É quando, realmente, as crianças tendem a compreender o conceito de dividir. Nessa hora, cresce a importância do exemplo dos pais. "E isso pode vir de coisas bem simples, como a mãe dizer: 'Olha, o papai está compartilhando o travesseiro comigo', ou 'Vou dividir esse sorvete com o papai", exemplifica a psicoterapeuta familiar Claudia Bruscagin. Outra boa ideia é mandar um lanchinho a mais na mochila da escola para que a criança possa oferecer aos coleguinhas, complementa a expert.


7 anos ou mais: Compartilhar não deve ser mais um problema para a criança. A menos que não tenha aprendido direito. "Por preocupação em não frustrar o filho, ou por achar que ele é pequeno demais, os pais deixam a questão para depois. Nesse caso, eles podem incentivar a criança a participar de atividades coletivas, como grupos de escoteiros e esportes não competitivos, ou a adotar um animal", fala Ana Paula.


E lembrar sempre de que não se trata apenas de dividir objetos, mas também tarefas, cooperar, emprestar, separar o próprio tempo para cuidar do outro. É importante que a criança perceba as consequências boas do ato. "Por exemplo, ao partilhar um brinquedo, ela ganha companhia para brincar junto", lembra o psiquiatra Gabriel Lopes.


BONDADE NA PRÁTICA

Ensine habilidades socioemocionais

A bondade como toda habilidade precisa ser treinada e incentivada continuamente para que se torne um hábito, ensinar aos estudantes sobre bondade os torna mais empáticos, mais socialmente conectados e atentos ao seu entorno. Ensinar habilidades sociais como escuta ativa e empática, respeito a diferentes perspectivas, cria-se um ambiente seguro emocionalmente em que a norma é ser bondoso.



AÇÕES QUE CONECTAM

Desafie-os

Dê tempo e espaço para que as crianças possam ser bondosas e faça com que suas histórias de bondade sejam contadas, anonimamente ou não, durante eventos ou momentos da aula em que eles estejam juntos e possa conversar sobre aquilo.


O projeto “VIVENCIANDO AMOR, Dividindo somos mais” do COLÉGIO VIVENCIAR se refere a uma iniciativa de ação solidária que acontece de forma integrada aos objetivos educacionais de nossa escola. A realização do projeto visa promover entre os estudantes e comunidade escolar, a construção de uma cultura baseada na colaboração, cooperação e execução de inciativas destinadas à área social.


Não perca tempo, com o auxílio de seu filho, separe os produtos, se possível vá ao supermercado com ele comprar um item para doação... Ensine sobre a importância de compartilhar... de ajudar ao próximo. Entregue a doação na secretaria do colégio, estamos ansiosos em recebê-la.


Bondade é contagioso, então espalhe


Até mesmo as menores ações podem te lembrar sobre bondade, qualquer pequeno gesto é uma inspiração, bondade é muito amplo então ensine quantas formas de bondade puder imaginar para que seus estudantes possam diferenciar um ato bondoso do não-bondoso. Adicione a sua rotina algo como “minuto da bondade” para que os estudantes possam destacar o que viram ou que realizaram no dia e para que possam perceber o que sentiram presenciarem aquilo.

FONTES

http://saudemental.psc.br/materias/esclarecendo/518-a-crianca-e-a-importancia-de-compartilhar

https://www.olideremmim.com.br/blog/a-bondade-que-conecta/

Dayane G. C. Fernandes, Projetos Escolares, 2017.

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